” (…) alguns há que não podem mover a língua sem ofender os outros e falar de alguém a não ser mal. Estes faladores sem caridade deveriam ser EXPULSOS de todas as comunidades ou ao menos viver presos a vida inteira, pois só servem para impedir o recolhimento, a devoção e a paz dos outros. Permita Deus que não findem sua vida como aquele difamador, que, no leito da morte, num ímpeto de cólera, cortou a sua própria língua e assim expirou. S. Bernardo fala de um outro, cuja língua inchou instantaneamente, quando pretendia detrair S. Malaquias, e foi devorada por vermes, morrendo ele depois de sete dias de atrozes sofrimentos. (…)
Tornamo-nos culpados de difamação não só quando revelamos faltas ocultas do próximo, mas também quando interpretamos mal suas obras ou lhe atribuímos uma má intenção; quando contestamos suas boas ações ou lhe negamos o louvor merecido. De que não é capaz uma língua difamante, para tornar crível o mal que afirma do próximo! Ela começa com louvor e acaba com censura, dizendo, por exemplo: fulano possui muitos dotes, mas é muito soberbo; sicrano é muito liberal, mas vingativo, e assim por diante.





Mérito igual ao Rito Latino, com influência oriental.